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Estou a meditar bem?

Categories: Meditação,Notícias

É muito provável que quando começa a meditar se vá dar conta que a mente não pára magicamente, só porque se sentou de pernas cruzadas. E é fácil pensar que não está a fazer bem, que a meditação não é assim, ou que deve haver um método melhor, e que talvez devesse continuar a ouvir aquela música do youtube tão serena em vez de tentar esta coisa de sentar e observar a respiração, ou as sensações do corpo, ou até os sons, que na verdade se pode tornar um tédio.

Não há nenhum botão que desligue os pensamentos como um interruptor desliga a luz e ainda bem! Portanto, é normal, a mente continua, os pensamentos, emoções, a vida continua. Mas ao mesmo tempo estamos a tentar usar métodos radicalmente diferentes. Por exemplo, simplesmente notar que nos distraímos, sem frustração, sem censura, sem resmunguice, e voltar ao objeto da nossa atenção na prática de meditação – que pode ser a respiração, as sensações do corpo, os sons. Este suporte é uma espécie de âncora para que a mente não ande completamente a deriva. Claro que ela tem as suas próprias ideias, está habituada a fazer o que muito bem lhe apetece, e, tal como uma criança mal educada, é muito resistente a receber novas regras. Por isso a necessidade de aceitação do que está a surgir, mas também de uma perseverança gentil. Notar quando nos distraímos e voltar ao nosso suporte é o essencial de uma prática para quem está a começar.