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Budismo Theravada

A escola Theravada, do pali “anciãos, antigos” e vada “palavra, doutrina”, ou seja, “a palavra ou doutrina dos antigos”, é considerada a escola budista mais antiga e ortodoxa, guiando-se pelo cânone Pali (Tipitaka), estabelecido nos primeiros três concílios depois da morte do Buda.

Esta escola começou por se estabelecer no Sri Lanka e daí expandiu-se para a Birmânia (Myanmar), Tailândia, Laos, Camboja e mesmo para o Vietname, Malaia e Indonésia, embora estes países tenham igualmente recebido a influência de outras escolas budistas.

A prática do Theravada fundamenta-se no desenvolvimento de cinco qualidades mentais essenciais: fé, a energia, a vigilância, a concentração e a sabedoria, através da meditação e do estudo.

A prática principal de meditação centra-se no sutra Satipatthana (Os Fundamentos da Atenção Plena), um método de prática de atenção plena apresentado pelo Buda como a essência do caminho por ele indicado. Cada centro ou mosteiro Theravada utiliza igualmente outros métodos de meditação. A participação em retiros e as entrevistas individuais com um professor são uma prática comum e essencial.

O estudo centra-se no conhecimento do Cânone e respectivos Comentários, assim como a leitura de textos de mestres antigos e contemporâneos.

Para além da meditação (bhavana e metta-bhavana) e da participação em palestras sobre o Dhamma (desana) a prática Theravada inclui ainda a recitação de textos sagrados (puja).

 

Em Portugal esta forma de Budismo está representada pelo Mosteiro Sumedhara, da tradição Tailandesa do Budismo da Floresta.

 

 

Texto da responsabilidade do Centro Budista do Porto; se o quiser usar, mencione a fonte.